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Investimento e Ativos Públicos

O diagnóstico da EY (Ernst & Young) sobre o colapso financeiro dos municípios já tem solução, e ela é tecnológica

10 jul 2026 · 5 min de leitura · Por Danilo Velloso

Em artigo publicado em fevereiro de 2026, Paulo Uebel, sócio da EY Brasil para Governo e Setor Público, descreveu um cenário que qualquer gestor municipal reconhece de perto. O Brasil encerrou 2025 sob forte alerta fiscal, com um terço dos municípios atrasando pagamentos e iniciando o ano sem recursos para despesas básicas, segundo a Confederação Nacional de Municípios. A causa, segundo o artigo, não é pontual. É estrutural: receitas comprimidas, despesas obrigatórias em alta e o esgotamento do modelo de financiamento da gestão pública, agravado pelas incertezas da reforma tributária.

O ponto mais relevante do texto, no entanto, não é o diagnóstico da crise. É o obstáculo que a EY aponta como principal responsável por ela persistir mesmo quando existe caminho de saída.

A saída já é conhecida. O que falta é capacidade de execução

A EY é direta ao apontar PPPs e concessões como a via mais concreta para viabilizar investimento e continuidade de serviços essenciais sem comprometer ainda mais os cofres públicos. O problema é a adesão. Oito em cada dez municípios brasileiros não têm nenhuma iniciativa de PPP em curso, desperdiçando bilhões de reais em potencial de investimento privado que poderia estar sendo direcionado para saúde, transporte, iluminação pública, saneamento e educação.

E o motivo dessa lacuna não é falta de interesse político nem ausência de marco legal. É técnico. Um terço dos municípios não avança por falta de equipe capacitada, e quase um quarto sequer sabe por onde começar. O artigo é claro quanto ao que uma PPP exige para não se tornar um problema maior do que a crise que tentou resolver: estudos sólidos, segurança jurídica e contratos claros o suficiente para evitar litígios e desequilíbrios no futuro.

Em outras palavras, a EY está descrevendo um problema de infraestrutura de informação e de processo. Prefeituras sabem que precisam estruturar projetos de PPP e concessão. O que não têm é o ferramental para transformar dado fiscal disperso em estudo de viabilidade, e estudo de viabilidade em contrato blindado.

Leitura recomendada: Leia nosso artigo detalhado sobre a atração de caixa oculto nas contas públicas em Dinheiro dentro do dinheiro: o caixa que a sua prefeitura já tem e não enxerga.

Um insight que o artigo da EY não explora: existe um caminho intermediário antes da PPP

O texto da EY concentra a discussão em PPPs e concessões, o que faz sentido: são os instrumentos mais conhecidos para viabilizar investimento de longo prazo sem pressionar o caixa municipal. Mas há um ponto técnico relevante que costuma passar despercebido: mesmo dentro da lei geral de licitações, a Lei 14.133/2021, já existem mecanismos que permitem prazos contratuais longos sem que o município precise percorrer todo o rito, mais complexo e demorado, de uma PPP.

O artigo 110 permite contratação por prazo de até 35 anos quando houver necessidade de amortização de investimentos em bens reversíveis, desde que demonstrada a vantagem econômica frente a outras formas de contratação. O artigo 114, por sua vez, trata dos chamados sistemas de registro de preços e contratos de fornecimento e prestação de serviços associados a soluções estruturantes, com vigência de até 15 anos.

Na prática, isso significa que um município pode viabilizar investimento de capital intensivo, como infraestrutura tecnológica, iluminação pública ou sistemas de gestão, dentro da própria lei geral, com rito mais ágil do que uma PPP, sem abrir mão de segurança jurídica. Não substitui a PPP em todos os cenários, mas funciona como um caminho intermediário, mais rápido de estruturar e mais acessível para municípios de menor porte técnico, exatamente o perfil que a EY aponta como mais distante da estruturação de PPPs. Esse tema será tratado em profundidade em um próximo artigo da Ana Smart Solutions.

É exatamente essa lacuna que a DIRECITY GOV foi desenhada para fechar

A plataforma nasceu para ser o que a maioria dos municípios brasileiros não tem internamente: uma camada técnica que lê o dado público e fiscal do município, avalia a viabilidade financeira real de um projeto de investimento e conecta esse diagnóstico à maturidade institucional necessária para executá-lo dentro da legalidade.

O artigo da EY menciona 2026 como uma janela particularmente favorável: o segundo ano de mandato, com tempo hábil para modelar, licitar e iniciar obras ainda na gestão atual. Essa janela só se aproveita se o município consegue andar rápido na etapa mais lenta do processo, que é justamente a estruturação técnica inicial. É aqui que a diferença entre um município que lança um projeto estruturante em 2026 e um município que chega a 2028 ainda discutindo viabilidade se decide.

A Ana Smart Solutions atua nessa frente por duas linhas complementares: a DIRECITY GOV oferece a plataforma de governança e geração de projetos que dá ao gestor visibilidade sobre onde estão as oportunidades de investimento e qual é a real capacidade fiscal do município para sustentá-las. A consultoria de estruturação MIP/PPP entra exatamente no ponto que a EY descreve como maior obstáculo: transformar intenção política em estudo técnico defensável, com segurança jurídica e modelagem financeira que resistem a questionamento de tribunal de contas e a mudança de gestão.

Encontrar dinheiro dentro do dinheiro

Um dos pontos mais subestimados no debate sobre crise fiscal municipal é que boa parte da solução não está em arrecadar mais, está em enxergar melhor o que já existe. Municípios operam com dados fiscais fragmentados entre sistemas que não conversam entre si, o que impede o gestor de ver com clareza onde há espaço orçamentário, onde há risco de desequilíbrio previdenciário e onde uma concessão pode liberar capacidade de investimento sem pressionar despesa de pessoal, ponto que a própria EY destaca como diferencial das PPPs frente à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Esse é o território onde a DIRECITY GOV entrega valor mais direto: dinheiro dentro do dinheiro. Não é sobre criar nova receita do zero, é sobre estruturar o que já existe em dado bruto, contrato disperso e execução orçamentária de forma que vire decisão de investimento defensável.

O legado que a EY descreve, e o caminho para chegar até ele

O artigo termina com uma frase que resume bem o momento: prefeitos que liderarem a agenda de PPPs em 2026 terão condições reais de impedir o colapso financeiro de suas cidades e de deixar um legado marcante. É uma afirmação correta, mas incompleta se não vier acompanhada da pergunta seguinte: liderar com o quê.

A resposta que a Ana Smart Solutions constrói há anos, validada em casos como Pindamonhangaba, onde a gestão técnica gerou R$ 210 milhões em economia e elevou a receita municipal de R$ 380 milhões para R$ 1 bilhão, é que liderança em finanças públicas em 2026 depende de ferramenta, não apenas de vontade política. O diagnóstico da EY confirma o tamanho do problema. A DIRECITY GOV existe para ser a resposta operacional a ele.

*Fonte: Uebel, Paulo. "O que fazer em 2026 com os municípios à beira do colapso financeiro?" Agência EY, 06 de fevereiro de 2026.

O método sistematizado em plataforma

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